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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A nossa vida pertence a Outro


"A nossa vida pertence a um Outro. A inevitabilidade [daquilo que acontece] é como o sinônimo mais esclarecedor deste não pertencer das coisas a nós, e principalmente não pertence a nós aquilo de que tudo deriva: a nossa vida pertence a um Outro.
Neste sentido se entende por que a vida do homem é dramática: se não pertencesse a um Outro seria trágica. A tragédia é quando uma construção desmorona e todas as pedras e os pedaços de mármore e os pedaços de parede desabam. E tudo na vida se torna nada, é fadado a se tornar nada porque daquilo que vivemos no passado, daquilo que vivemos há uma hora, há cinco minutos, não existe mais nada de formado, nada de construído. E isso é trágico. A tragédia é o nada como meta, o nada, o nada daquilo que existe.
No entanto, se tudo pertence a um Outro, então a vida do homem é dramática, não trágica. Reconheço que te pertenço, reconheço que o tempo não foi meu, não me pertencia, como até hoje não me pertence, não me pertence. Podes tomar a minha vida, aceito que não me pertença, reconheço que não me pertence, aceito que não me pertença.
Aquilo que possui o nosso tempo morreu por nós, apresenta-se aos nossos olhos e ao nosso coração como o lugar onde o nosso destino é amado, onde é amada a nossa felicidade, tanto que Aquele que possui o tempo morre para o nosso tempo. O Senhor, Aquele ao qual pertence o tempo, é bom."
(GIUSSANI, Luigi. É possível viver assim?)
"O nosso pensamento, nestes dias, dirige-se às queridas povoações do Haiti e se torna fervorosa a oração. Sigo e encorajo o esforço das numerosas organizações de caridade, que estão assumindo as imensas necessidades do país. Rezo pelos feridos, pelos desabrigados e por aqueles que tragicamente perderam a vida."
(Bento XVI, Angelus, 17 de janeiro de 2010)
É a certeza desta pertença que sustenta a nossa esperança e nos faz sentir como nosso o drama dos irmãos do Haiti.
Acolhendo o apelo do Papa, sustentamos a coleta de fundos proposta pela Fundação AVSI para intervir em favor da população e enfrentar a grave emergência humanitária, que se criou na ilha. AVSI está presente no Haiti desde 1999 com alguns projetos que sustentam e apóiam a realidade local.
Para sustentar as atividades da AVSI no Haiti, a conta corrente local para depósitos é:
Banco do Brasil
Agência: 3495-9
Conta-21258-X
Fundação AVSI
CNPJ: 04.186.644/0001-77

A CESAL – organismo espanhol de voluntariado vinculado à AVSI, presente no Haiti com alguns projetos – também está promovendo uma coleta de fundos; para informações pode ser consultado o site www.cesal.org.
Movimento Comunhão e Libertação

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Cartas do P.e Aldo 16


Asunción, 09 de abril de 2009.


Caros amigos,
que surpresa estrondosa o cartaz de Páscoa. Uma novidade absoluta na nossa história. Aquele Cristo do Corcovado que abraça o Rio de Janeiro abraça a cada um de nós e, ao mesmo tempo, nos diz que devemos seguir a Carrón, que nos está indicando, em Marcos e Cleuza, a evidência desse Abraço.
Que belas as palavras que Carrón disse, certa vez, em uma Escola de Comunidade: “sem que o Verbo se tivesse feito carne, sem Cristo não existiria Salvador da Bahia”... Isso ele disse logo depois da inauguração de uma grande obra da AVSI (a Fundação AVSI é uma ONG nascida em 1972, empenhada em mais de 100 projetos, em mais de 39 países, que tem como missão promover a dignidade da pessoa através de atividades de cooperação ao desenvolvimento, com particular atenção à educação, na esteira dos ensinamentos da Doutrina Social da Igreja; ndt).
Senti a necessidade de agradecer a Carrón por este presente que marca uma nova etapa na vida do Movimento. É como dizer: “Giussani está vivo, está mesmo presente nesta novidade que representa uma realidade tão cara a ele”... uma realidade na qual, tantas vezes, senti seu abraço e escutei suas palavras: “Aldo, como está? Vá em frente... o problema é a sua familliaridade com Cristo”. Aqueles eram os anos nos quais ele ainda vinha ao Brasil. Amigos, o cartaz de Páscoa é, para mim, o reacontecer contínuo daquele abraço... E, além do mais, tenho, em casa, a última foto com Dom Gius que me abra exatamente debaixo do abraço do Cristo do Corcovado.
Boa Páscoa!
P.e Aldo