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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sinceridade, uma questão de amor

"Ser perfeitamente simples com os outros exige muito mais coragem do que se pensa. A nossa franqueza muitas vezes é estragada por uma oculta barbárie, nascida do medo.
A falsa sinceridade tem muito a falar, porque tem medo. Só a verdadeira sinceridade pode dar-se ao luxo de ser silenciosa.  Não tem de enfrentar ataques que imagina.  Tudo o que possa ter a defender pode ser defendido com perfeita simplicidade." (T. Merton) 

"Afinal, o problema da sinceridade é um problema de amor. Sincero não é tanto o homem que vê a verdade e a manifesta tal como a vê, mas o que lhe tem puro amor." (T. Merton)

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton, do dia 20 de junho de 2011.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Crucificando a verdade

"Tornamo-nos reais ao dizer a verdade. O homem dificilmente consegue esquecer que precisa conhecer a verdade, pois nosso instinto de saber é forte demais para ser destruído. Mas pode esquecer o quanto precisa, também, dizer a verdade. Só podemos conhecer a verdade se nós mesmos formos plasmados por ela."
  
"Somos parecidos demais com Pilatos. Estamos sempre perguntado O que é a verdade? e, depois, crucificando a verdade que temos diante dos olhos."
(T. Merton)

* Extraído do site Reflexões de Thomas Merton.

sábado, 16 de abril de 2011

Quaresma XXXIX


"É preciso mais coragem do que imaginamos para ser perfeitamente simples com outros homens. Nossa franqueza muitas vezes é prejudicada por uma barbárie oculta, oriunda do medo." (T. Merton)

Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! 
Sl 26(27), 14

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Quaresma XXXVIII


"Quando todos atingirmos aquela perfeição de amor que é a contemplação de Deus em Sua glória, nossas personalidades inalienáveis, mesmo permanecendo eternamente distintas, se combinarão em Uma, de forma que cada um de nós se encontrará em todos os outros, e Deus será a vida e a realidade de todos." (T. Merton)

Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação, sois meu escudo e proteção; em vós espero! 
Sl 17(18), 3

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Quaresma XXXVII


"Só poderíamos buscar a Deus se Ele estivesse nos buscando. Podemos começar a buscá-Lo na desolação, não sentindo senão Sua ausência. Mas o mero fato de buscá-Lo prova que já O encontramos." (T. Merton)

Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios!
Sl 104(105), 4-5

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quaresma XXXVI


"Hoje, Pai, este céu azul te louva. As delicadas flores verdes e laranjas dos álamos te louvam. As distantes colinas azuis te louvam, junto com o ar perfumado cheio de luz brilhante. Os ruidosos pássaros te louvam. Também o gado e as codornizes te louvam. Também eu, Pai, te louvo com todos esses meus irmãos, e eles dão voz ao meu próprio coração e ao meu próprio silêncio. Somos todos um silêncio e uma diversidade de vozes." (T. Merton)

Que céus e terra glorifiquem o Senhor com o mar e todo ser que neles vive! 
Sl 68(69), 35

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Quaresma XXXV


"Aprendemos o recolhimento, que consiste em ouvir a vontade de Deus, em uma atenção direta e simples à realidade. O recolhimento é consciência do incondicional. Assim, a oração significa aspirar à simples presença de Deus, a uma compreensão pessoal de sua palavra, ao conhecimento de sua vontade e à capacidade de ouvi-Lo e obedecê-Lo." (T. Merton)

Inclinai o vosso ouvido para mim, quando invocar-vos atendei-me sem demora!
Sl 101(102), 3

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quaresma XXXIV

"A cada hora lembro-me com assombro de que sou, ao mesmo tempo, vazio e pleno, e satisfeito porque sou vazio. Nada me falta. O Senhor me governa." (T. Merton)

O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.
Sl 22(23), 1

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

domingo, 10 de abril de 2011

Quaresma XXXIII


"Deus fala, e Deus deve ser ouvido, não só no Sinai, não só no meu próprio coração, mas na voz das pessoas que não conheço." (T. Merton).

Escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece!
Sl 129(130), 2

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

sábado, 9 de abril de 2011

Quaresma XXXII


"A fé, portanto, não só é capaz de penetrar a substância íntima da Verdade de Deus, mas é um conhecimento de Deus redentor e imediato. Ela nos 'salva'. Sua luz é mais do que um raio de especulação: confere vida. O despertar da fé não só dá luz ao entendimento e paz à vontade: transforma todo o ser moral do homem. Ele se torna uma nova criatura. Renasce." (T. Merton)

O Deus vivo é um escudo protetor, e salva aqueles que têm reto coração.
Sl 7, 11

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quaresma XXXI


"Nirvana é a sabedoria do amor perfeito radicado em si mesmo e brilhando através de tudo, sem enfrentar oposição alguma. O cerne da fratura é então visto tal como era: uma ilusão, porém ilusão persistente e invencível do ego isolado, que se coloca em oposição ao amor, exigindo que seu próprio desejo seja aceito como a lei do universo, e, portanto, sofrendo com o fato de que, por seu desejo, está partido em si e separado da amorosa sabedoria na qual deveria estar fundamentado." (T. Merton)

Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido.
Sl 33(34), 19

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Quaresma XXX


"Ou você encara o universo como uma criação muito fraca com a qual não se pode fazer nada, ou encara sua própria vida e sua própria participação no universo como infinitamente ricas, cheias de inesgotável interesse, que abrem para o infinito outras possibilidades de estudo, contemplação, interesse e louvor. Para além de tudo e em tudo está Deus." (T. Merton)

Dai graças ao Senhor porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia!
Sl 105(106), 1

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quaresma XXIX


"Superamos o mal no mundo pela caridade e compaixão de Deus, e, ao fazê-lo, expulsamos todo mal dos nossos próprios corações." (T. Merton)

O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.
Sl 144(145), 9

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

terça-feira, 5 de abril de 2011

“Nenhum homem é uma ilha”: de John Donne a São Bento, o eu sozinho não basta


Por Laura Cioni

Nenhum homem é uma ilha é o primeiro verso de uma poesia de John Donne, retomada por Hemingway como epígrafe do seu romance Por quem os sinos dobram, e usado por Thomas Merton para o título da sua autobiografia. A Bíblia já o havia dito antes, motivando, inclusive, a decisão de Deus de criar a mulher: Não é bom que o homem esteja só; em outro lugar, o texto sagrado indica o perigo da solidão: Infeliz do homem sozinho, porque se cair não tem quem o levante.
No filme Homens de Deus (originalmente intitulado Des hommes et de dieux - Homens e deuses; ndt) um dos aspectos mais interessantes é o caminho pessoal através do qual cada monge chega à decisão de não abandonar o mosteiro que se tornou perigoso; o silêncio no qual aqueles homens amadurecem a sua escolha se desfaz no momento em que comunicam uns aos outros as razões que os movem a permanecer e a continuar a vida comum ali, aonde a sua vocação os levou. Filhos de uma longa tradição monástica, a cirterciense, que, por sua vez, está ligada ao antigo tronco beneditino, estes homens demonstram numa situação dramática, que os levará à morte, a fecundidade de uma escola secular, centrada sobre a reabilitação do amor.
A ideia mesma da vida comum tem um dos seus fundamentos na desconfiança que os mestres do espírito nutrem por uma busca interior muito afastada, privada de relações com os homens, numa solidão que não corrige a tendência de muitos a se conceberem como mônadas, mas que, pelo contrário, a circunda de uma auréola. Gregório Magno, formado na escola de São Bento, comenta o trecho do Evangelho que relata a primeira missão dos discípulos de Jesus deste modo: O Senhor manda os discípulos de dois em dois para pregar, a fim de nos indicar de forma tácita que não deve, de forma alguma, assumir para si a tarefa de pregar quem não tem a caridade para com os outros. São Bernardo e os outros expoentes da escola cisterciense apenas sublinharam a centralidade do amor como força unificante e dinâmica da vida espiritual, seja pessoal que comunitária, colhendo as instâncias de uma época em que se estudou, por muito tempo, na obra de Cícero, a virtude da amizade.
A fecundidade desta visão educativa chegou, através dos séculos, aos dias de hoje, como documenta um livro de Madre Cristiana Piccardo, Pedagogia viva: Citeaux novecentos anos depois (sem tradução para o português; ndt). É a história de uma comunidade trapista feminina, da sua evolução, das suas fundações em todo o mundo, do caminho de adequação realizado diante da diversidade humana das jovens que, aos poucos, foram se apresentando à porta do mosteiro. A autora afirma que hoje "não basta aquela santa tensão vertical em direção a Deus, sustentada pela grande oração litúrgica e pela generosa fidelidade à austera observância, que caracterizou as gerações que nos precederam". É preciso prestar contas com a queda do modelo estóico, fundado sobre a capacidade de controle das próprias emoções e sobre o domínio da razão sobre o sentimento, com a mudança e o rápido declínio de outros modelos, com um difundida imaturidade afetiva.
Educar para o amor não é uma tarefa fácil e Madre Cristina descreve os passos realizados por sua comunidade que levaram à queda das máscaras do egocentrismo, da aridez e do medo, e levaram também ao favorecimento de uma reciprocidade fiel, de uma integração generosa, de uma confiança que afirma o outro, de uma amizade. Ela expõe tentativas e instrumentos do caminho educativo, assim como evoluiu no curso das várias décadas na sua comunidade, humildemente convencida de que isso pode ser útil também para além do âmbito monástico. E se refere às palavras de um monge trapista espanhol, o bem-aventurado Rafael, morto em 1938 e beatificado por João Paulo II em 1992: “Há em mim muita soberba, muita vaidade, muito amor próprio. E todavia, agora, me acontece algo estranho. Certos dias, depois da oração, mesmo se nela me pareça não sentir nada, descubro em mim um grande desejo de amar todos os membros da minha comunidade, quase uma ânsia de amá-los como Jesus os ama. Assim, ao invés de me escandalizar pela fragilidade de um irmão, como sempre me acontecia, experimento, por ele, uma grande ternura”.

* Extraído do IlSussidiario.net, do dia 5 de abril de 2011. Traduzido por Paulo R. A. Pacheco.

Quaresma XXVIII


"O medo é o conhecimento de nós mesmos na presença da santidade de Deus. É o conhecimento de nós mesmos no Seu amor, e vê como estamos longe de ser o que o Seu amor gostaria que fôssemos. Sabe quem Ele é e quem nós somos!" (T. Merton)

Assim não tememos, se a terra estremece, se os montes desabam, caindo nos mares.
Sl 45(46), 3

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Quaresma XXVII


"Preciso deixar a fé elevar, revigorar e transformar a luz de minha mente." (T. Merton)

Senhor, clamei por vós, pedindo ajuda, e vós, meu Deus, me devolvestes a saúde! 
Sl 29(30), 3

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

domingo, 3 de abril de 2011

Quaresma XXVI


"Precisamos nos lembrar de que ninguém faz tudo certo. Todos somos pecadores. Deus fala e não ouvimos. Contudo, a misericórdia de Deus é constante. Não pode ser superada. As promessas de Deus são absolutas." (T. Merton)

Felicidade e todo bem hão de seguir-me por toda a minha vida.
Sl 22(23), 6

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

sábado, 2 de abril de 2011

Quaresma XXV


"As árvores de fato Te amam sem conhecer-Te. Os lírios e as flores do trigo são árvores proclamando que Te amam, sem ter consciência da Tua presença." (T. Merton)

Eu, porém, como oliveira verdejante na casa do Senhor, confio na clemência do meu Deus agora e para sempre!
Sl 51(52), 10

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Quaresma XXIV


"Dá-me a humildade, pois só nela há repouso, e liberta-me do orgulho, que é o mais pesado dos fardos. E possui todo o meu coração e minha alma com a simplicidade do amor para o qual apenas uma coisa é necessária." (T. Merton)

Aliviei as tuas costas de seu fardo, cestos pesados eu tirei de tuas mãos.
Sl 80(81), 7

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Quaresma XXIII


"Quando rimos com eles, quando celebramos, quando tornamos nossas vidas bonitas, quando damos alegria uns aos outros por meio do amor, da partilha, manifestamos um poder que não podem tocar. Podemos ser artesãos de uma alegria que eles nunca imaginaram." (T. Merton).

Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva!
Sl 94(95), 1

* Extraído da Sociedade dos Amigos Fraternos de Thomas Merton.