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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

E Soloviov desmascarou o Anticristo

Por Filippo Rizzi

No dia 31 de julho de 1900 morria o filósofo russo citado na “Fides et Ratio”, que lançou uma ponte entre o Oriente e o Ocidente

Há cento e dez anos atrás, no dia 31 de julho de 1900, em Uzkoe, perto de Moscou, morria Vladimir Sergeevitch Soloviov. Tinha quarenta e sete anos e estava na plenitude do seu fervor intelectual e religioso. Um autor que havia deixado uma marca indelével na literatura e na filosofia/teologia russo do seu tempo, com obras-primas como as Lições sobre Divino-humanidade, Os fundamentos espirituais da vida e sobretudo aquele que é considerado o seu testamento espiritual, Os três diálogos.
Escutavam-no personalidades do calibre de Dostoievski e Tolstói. Por causa de sua paixão pelos Padres da Igreja foi definido por Bernard Dupuy o “Orígenes dos tempos modernos”. Hans Urs von Balthasar o colocou ao lado de Tomás de Aquino como “o maior artífice da ordem e da organização na história do pensamento”. Também João Paulo II, na encíclica Fides et Ratio, o colocou entre os pensadores que conduziram uma “corajosa pesquisa” sobre a relação entre filosofia e palavra de Deus, junto com figuras como John Henry Newman, Antonio Rosmini, Jacques Maritain e Pavel Florenski.
“Um dos motivos da sua grandeza – lembra Adriano Dell’Asta, docente de Literatura russa na Universidade Católica de Milão e diretor do Instituto Italiano de Cultura em Moscou – é exatamente o fato de ter realizado uma síntese harmônica entre fé e razão, entre teologia e filosofia. Para Soloviov, a plenitude do homem é alcançada apenas quando ele se abre para a fé e a fé o escancara, permitindo a ele um desenvolvimento integral de suas faculdades além de vivê-las em plenitude”. Dell’Asta recorda, em seguida, o seu cristocentrismo, muito afinado ao de Dostoievski, o interesse por Hegel e Kant, de quem foi um excelente tradutor e divulgador, a concepção divino-humana de Cristo proclamada pelo Concílio da Calcedônia como o fio condutor da pesquisa teológica, assim como a grande ternura com a qual falava do Salvador: “Conta-se, frequentemente, esta anedota: muitos amigos lhe perguntavam porque ele fazia o sinal da cruz antes de uma conferência ou antes de comer. E a sua resposta era fleumática: ‘Não quero que ninguém suspeite que eu me envergonho do meu Cristo’. O seu cristianismo era um cristianismo sem compromissos”.
Michelina Tenace, docente de Antropologia teológica na Pontifícia Universidade Gregoriana, sustenta uma dívida de reconhecimento por Soloviov. Ela foi uma das primeiras, na Itália, a estudá-lo em profundidade do ponto de vista teológico, graças às sugestões dos seus “mestres de sempre”, o jesuíta Marko Ivan Rupnik e o cardeal Tomás Spidlík: “retomando e radicalizando a expressão de Dostoievski, Soloviov afirma que ‘a beleza salva o mundo’. O que isso significa, concretamente? A salvação já está em ato lá onde a matéria se deixa transfigurar pela força do conteúdo divino, pela luz, pela vida, pelo amor. A beleza, portanto, tem algo que ver com o descendimento do Espírito Santo (inspiração) e com a transfiguração da realidade em vista do Filho”.
O último escrito do pensador russo é também o mais célebre, o Breve relato sobre o Anticristo. O texto narra a estória de um homem dotado de virtudes excepcionais que consegue pacificar a humanidade e sabe também reconquistar a unidade entre os cristãos divididos por séculos de separações e cismas. A sua obra é combatida e derrotada e ele é desmascarado como o Anticristo por um núcleo irredutível de cristãos. “O engano mais perigoso do Anticristo está no fazer crer – comenta o crítico literário da La Civiltà Cattolica, o jesuíta Ferdinando Castelli – que seja ele o verdadeiro Messias, o salvador, vindo para aperfeiçoar e corrigir a obra de Cristo. O profeta da Galileia complicou a vida, a tornou dura, violenta, impraticável; ele, pelo contrário, a torna fácil e prazeirosa, porque elimina as divisões e as contradições. E na sociedade moderna dos chamados consumismos fáceis, de uma certa messianeidade ao alcance de todos, somos seduzidos e tentados a seguir os chamados desse Anticristo, mais do que à verdadeira mensagem evangélica”.
Um sábio que, segundo o sacerdote ortodoxo e docente de Literatura russa na Católica de Brescia, Vladimir Zelinski, deve ser relido mesmo na sua forte tensão ecumênica: “Por toda a sua vida, ele buscou a unidade visível na história, todavia na sua última obra ele profetizou o retorno à unidade não antes do Juízo final. A sua herança maior é a mensagem de reconciliação entre Oriente e Ocidente cristão, entre a intelligentsia agnóstica e a Igreja, entre os cristianismo e o povo judeu, entre a racionalidade e a mística, assim como a busca por uma resposta comum ao desafio das forças anticristãs. Um legado que, 110 anos depois de sua morte, ainda precisa ser descoberto e vivido plenamente”.
Nas páginas do Anticristo encontra-se viva, nas entrelinhas, a discussão com o autor de Guerra e Paz – a quem Soloviov endereçou, em 1894, uma carta sobre a Ressurreição de Cristo – sobre a autenticidade da mensagem evangélica. “A parábola literária do Anticristo chama a atenção para a urgência de um discernimento, por parte dos cristãos, diante da falsificação do ‘bem’ – sublinha Tenace –: é falso aquele bem que torna vã a cruz de Cristo, vã a fé na Ressurreição, vã a Revelação divina. Mesmo o Evangelho pode se tornar ideologia, ou seja, teoria sobre a paz, sobre o bem-estar e a reconciliação. Este é o motivo da sua oposição a Tolstói”.
Três anos antes de morrer, no dia 13 de fevereiro de 1896, Soloviov aderiu à Igreja Católica, sustentando que ela estava fundada sobre Pedro, “o pastor do rebanho de Cristo”. “Soloviov, em sua breve vida – é a reflexão final do padre Castelli –, defendeu a Revelação cristã do materialismo e do positivismo dominantes naqueles anos, na Rússia. Sobretudo, ele não quis relegar Cristo a um âmbito puramente humano e filantrópico. Contra esta corente colocou-se ao lado de Dostoievski. Ambos testemunharam, em obras densas de doutrina e de arte, que sem Cristo, Verbo encarnado, Deus se confude com os ídolos e o homem se configura a um caminhante sem meta. A ideia principal do seu drama sobre  o Anticristo está na afirmação triunfal: ‘O nosso senhor é Jesus Cristo, o filho do Deus vivo’. E nisto está o seu valor de grande pensador e de cristão”.

* Extraído do jornal Avvenire, do dia 30 de julho de 2010 (p. 24). Traduzido por Paulo R. A. Pacheco.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Aquela saudade do infinito...

por Julián Carrón

Caro Diretor,
existe uma frase de Dostoievsky que me acompanha nestes tempos, tendo de falar do cristianismo para as mais diversas pessoas na Itália e no exterior: “Um homem culto de nossos dias pode crer, crer realmente, na divindade do filho de Deus, Jesus Cristo?”. Esta pergunta soa como um desafio para cada um de nós. É precisamente da resposta a ela que depende a possibilidade de sucesso da fé hoje. Num discurso de 1996, o então cardeal Ratzinger respondeu que a fé pode esperar isso “porque ela corresponde à natureza do homem. No homem vive indelével o anseio do infinito”. E com isso indicava também a condição necessária: que o cristianismo tem necessidade de encontrar o homem que vibra em cada um de nós para mostrar todo o alcance da sua pretensão.
Mesmo assim, em quantas ocasiões somos tentados a olhar para a humanidade concreta que temos – por exemplo, a dificuldade, a insatisfação, a tristeza, o tédio – como um obstáculo, uma complicação, um empecilho para a realização daquilo que desejamos. E assim ficamos com raiva de nós mesmos e da realidade, sucumbindo sob o peso das circunstâncias, na ilusão de ir avante cortando alguns pedaços de nós. Mas dificuldade, insatisfação, tristeza, tédio não são sintomas de uma doença sobre a qual intervir com remédios, como acontece cada vez mais numa sociedade que confunde a inquietação do coração com o pânico e com a ansiedade. São mais sinais de qual seja a natureza do eu. O nosso desejo é maior do que todo o universo. A percepção do vazio em nós e ao nosso redor, do qual fala Leopardi (“falta e vazio”), e o tédio, do qual fala Heidegger, são a prova da inexorabilidade do nosso coração, do caráter desmedido do nosso desejo – nada é capaz de nos dar satisfação e paz -; podemos esquecer, trair, enganar, mas não podemos tirar isso de nós.
Por isso o verdadeiro obstáculo ao caminho não é a nossa concreta humanidade, mas o descuido dela. Tudo em nós grita a exigência de algo que preencha o vazio. Até Nietzsche intuía isso, tanto que não pôde evitar dirigir-se ao “deus desconhecido” que faz todas as coisas: “Elevo, só, minhas mãos (...) ‘Ao Deus desconhecido’.(...) Eu quero Te conhecer, desconhecido. Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida. Tu, o incompreensível, mas meu semelhante” (1864).

O Natal é o anúncio de que esse desconhecido Mistério tornou-se uma presença familiar, sem a qual nenhum de nós poderia permanecer homem por muito tempo, findaria arrastado pela confusão, vendo decompor-se o próprio rosto, porque “somente o divino pode ‘salvar’ o homem, isto é, as dimensões verdadeiras e essenciais da figura humana e do seu destino” (D. Giussani).
O sinal mais persuasivo de que Cristo é Deus, o milagre maior com o qual todos ficavam tocados - mais ainda do que as pernas endireitadas e a cura da cegueira – era um olhar sem comparações. O sinal de que Cristo não é uma teoria ou um conjunto de regras é aquele olhar, do qual o Evangelho está repleto: o Seu modo de tratar o humano, de se relacionar com aqueles que encontrava pelo caminho. Pensemos em Zaqueu e em Madalena: não lhes pediu para mudar, abraçou-os assim como eram, na sua humanidade ferida, ensanguentada, necessitada de tudo. E a vida deles, abraçada, despertava naquele instante em toda a sua profundidade original.
Quem não desejaria ser alcançado por um semelhante olhar agora? Na realidade “não é possível permanecer no amor a si próprio sem que Cristo seja uma presença como é uma presença uma mãe para o filho. Sem que Cristo seja presença agora – agora! –, eu não me posso amar a mim agora e não te posso amar a ti agora” (D. Giussani). Seria a única forma para responder como homens do nosso tempo, razoável e criticamente, à pergunta de Dostoievsky.

Mas como sabemos que Cristo está vivo agora? Porque o Seu olhar não é um acontecimento do passado. Continua tal e qual no mundo: desde o dia da Sua ressurreição a Igreja existe só para tornar experiência a afeição de Deus, por meio de pessoas que são o Seu corpo misterioso, testemunhas hoje da história daquele olhar capaz de abraçar todo o humano.

Obrigado.

* Publicado no Corriere della Sera, 24 de dezembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

Uma Presença irredutível

A propósito da sentença da Corte Europeia sobre os crucifixos

A sentença da Corte Europeia dos direitos do homem contra os crucifixos nas salas de aula das escolas suscitou vastos protestos: justamente, quase todos os italianos – 84%, segundo uma pesquisa realizada pelo Corriere della Sera – ficaram escandalizados com a decisão.
“E vós, quem dizeis que eu sou?” Esta pergunta de Jesus aos discípulos nos alcança e nos desafia agora.
Aquele Cristo no crucifixo não é apenas um troféu da piedade popular por quem só se pode nutrir, quando muito, uma devota recordação.
Não é nem mesmo um genérico símbolo da nossa tradição social e cultural.
Cristo é um homem vivo, que trouxe ao mundo um juízo, uma experiência nova, que diz respeito a tudo: ao estudo e ao trabalho, aos afetos e aos desejos, à vida e à morte. Uma experiência de humanidade realizada.
Os crucifixos podem ser tirados, mas não se pode tirar da realidade um homem vivo. Ainda que o tenham matado, como aconteceu... mas, agora, é mais vivo do que antes!
Iludem-se aqueles que querem arrancar os crucifixos, se pensam que estão, assim, contribuindo para cancelar do “espaço público” o Cristianismo como experiência e juízo: se está no poder deles – mas se trata de algo para se verificar ainda, e nós confiamos que serão desmentidos – abolir os crucifixos, não está nas mãos deles arrancar os cristãos vivos da realidade.
Mas, há um inconveniente: que nós, cristãos, podemos não ser nós mesmos, esquecendo-nos do significado do Cristianismo; então, defender o crucifixo seria uma batalha perdida, porque aquele homem não diria mais nada à nossa vida.
A sentença europeia é um desafio para a nossa fé. Por isso, não podemos ficar tranquilos nas coisas de sempre, depois de termos protestado cheios de escândalo, evitando questões fundamentais: crucifixo sim, crucifico não, onde está o acontecimento de Cristo, hoje? Ou, dito com as palavras de Dostoievski: “Um homem culto, um europeu dos nossos dias pode crer, crer de verdade, na divindade do filho de Deus, Jesus Cristo?”.

Novembro de 2009
Comunhão e Libertação

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Assim a fé cristã resiste ao desafio do tempo

Por Luca Doninelli

“Um homem culto, um europeu dos nossos dias pode crer, crer mesmo, na divindade do filho de Deus, Jesus Cristo?”. Muito oportunamente, no início do prefácio a Qui e ora de Luigi Giussani (Bur/Rizzoli, 490 p.), Julián Carrón cita esta frase de Dostoievski que define a entidade do desafio ao qual a fé cristã – hoje ainda mais do que em 1984/85, quando as conversações publicadas no livro foram realizadas – é chamada a responder.
O livro pretende responder a esta pergunta, sem fingimentos. E não através de um discurso, de uma pregação ou de uma homilia, mas através de uma densa, frequentemente dramática, conversa com jovens tomados por pequenos problemas de sua vida universitária e – dentro destes pequenos problemas – com o grande problema do seu destino, do significado do viver, que compreende as dores, as desilusões, as expectativas não realizadas que inevitavelmente acompanham a vida. Exatamente porque calcadas na história, em situações concretas, todas definidas por um tempo e um lugar, as respostas de dom Giussani reverberam ainda mais na nossa vida de hoje, e nós as sentimos próximas, porque se desvelam na cotidianeidade, que é a mesma de sempre: dura, imprevisível, inevitável.
O que permite que a fé cristã possa “se manter firme” diante do desafio do tempo? Se 25 anos atrás, quando estas palavras foram ditas, existia ainda um mundo católico capaz de fornecer uma resposta “social” ou “cultural” a esta pergunta, hoje, isto não é mais possível. Não bastam mais a cultura católica, o ativismo católico, a comunidade católica como tal. Isto já era, então, bastante conhecido por dom Giussani quando dizia: “Meus amigos, estamos em uma época de muito perigo (...) na qual as correntes não são mais presas aos pés, mas à mobilidade das primeiras origens do nosso eu e da nossa vida”, acrescentando que “o Ocidente está, não lentamente, mas violentamente, empurrando toda a realidade humana, mesmo a nossa, para o ‘gulag’ de uma servidão mental e psicológica inaudita”.
Duas são as respostas, não menos dramáticas para a pergunta, que Giussani, me parece, propõe. A primeira é que Cristo só pode responder à nossa ânsia de significado se acontece “aqui e agora”, ou seja se é contemporâneo a mim. A segunda é que a pessoa (não o grupo) reconheça que a sua consistência humana coincide com a pertença – digamos física, mais que ideal – a este Fato. Estas duas respostas são as pistas do caminho que pode conduzir o homem de hoje, tão só e ameaçado pelo ceticismo, a responder “sim” ao desafio de Dostoievski.

* Extraído do jornal Il Giornale, do dia 24 de julho de 2009 (p. 27). Traduzido por Paulo R. A. Pacheco.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Deleuze e o “solipsismo incomunicável” da filosofia... ou Da morte da filosofia (Parte 3)

3) Da morte da filosofia e suas conseqüências...
Diante deste quadro, algumas perguntas podem inquietar o leitor: sendo a filosofia criação de conceitos auto-referentes, qual o significado dos conceitos? Se a filosofia é definida por um “solipsismo incomunicável”, por que fazer filosofia? Se a verdade é um constructo das potências capitalistas ou religiosas, por que se debruçar tão vigorosamente sobre esse dinamismo? Para denunciar apenas? Se sim, denunciar para quê? Para se submeter ao totalitarismo do relativo? Para trazer do caos as variações infinitas que se auto-referenciam (e – por que não? – se auto-reverenciam)?
O homem é ontologicamente “subjetividade dialógica”[1], é ser falante, é comunicação de palavra, é testemunho e epifania da verdade no diálogo eu – tu. Negar esse caracter é fazer apologia da desagregação, do solipsismo, do individualismo, do relativismo. Testemunhar a verdade: o que isso quer dizer? Se entende o “testemunho”, se se entende que não existe testemunho se há apenas uma “auto-persuasão narcisista”[2], mas se e somente se existe “uma relação comunicativa”.
De que serve a filosofia, se não é capaz de comunicar e testemunhar nada? De que serve uma filosofia que destrói a Verdade, o Sujeito, a Linguagem, a Comunicação em prol de uma denúncia justa, mas tornada ideológica? A que(m) serve uma tal filosofia?
A(o) nada!? É a morte mesma da filosofia... é a morte mesma do filósofo... é a morte mesma do homem como “subjetividade dialógica”[3].
Dixi
Notas:
[1] Baccarini, E. (2002). La soggettività dialogica. Roma: Aracne.
[2] Ibid., p. 15.
[3] Que se pense! Que se pense nas conseqüências do relativismo para a filosofia, para a ciência, para a arte, para a cultura, para a vida. Parodiando Dostoievsky: “se a verdade não existe, tudo é permitido”, em nome do relativismo (ou agnosticismo)! Esse relativismo nada mais é que a outra face de uma mesma moeda: aquela do pensamento lógico positivista. Se se trata mesmo de uma questão de “esquerda” ou “direita” militantes, uma tal posição se parece mais com uma posição de “extrema direita” que outra coisa: negue que as afirmações independentes do contexto possam ser verdadeiras e se negará não apenas a masculinização da mecânica quântica e ou o patriarcalismo da biologia molecular, mas também se negarão as câmaras de gás nazistas, a escravidão nos negros africanos na América e o fato de que, hoje [este texto foi escrito em Ribeirão Preto, no mês de outubro/2004], está ventando forte em Ribeirão Preto (negue-se a realidade, negam-se os fatos).

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O homem ou do mistério eterno do nosso ser



"O homem é um mistério que é preciso resolver; e se tu transcorreres toda a vida tentando resolvê-lo, nunca digas que perdeste tempo. Eu estudo este mistério porque quero ser um homem"
Fiodor Dostoievsky