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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dá-nos o dom da Tua presença, e teremos o mais belo dos dons: a Tua alegria

Capela Papal na Solenidade de Pentecostes

Homilia do Santo Padre Bento XVI

Basílica Vaticana
Domingo, 12 de junho de 2011.

Caros irmãos e irmãs,
Celebramos hoje a grande solenidade do Pentecostes. Se, em certo sentido, todas as solenidades litúrgicas da Igreja são grandes, esta do Pentecostes o é de maneira ainda mais especial, porque marca, chegado o quinquagésimo dia, a realização do evento da Páscoa, da morte e ressurreição do Senhor Jesus, através do dom do Espírito do Ressuscitado. Para o Pentecostes, a Igreja nos preparou nos dias passados com a sua oração, com a invocação repetida e intensa a Deus para obter uma renovada efusão do Espírito Santo sobre nós. A Igreja reviveu assim aquilo que aconteceu nas suas origens, quando os Apóstolos, reunidos no Cenáculo de Jerusalém, “perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele” (At 1, 14). Estavam unidos em humilde e confiante espera de que se realizasse a promessa do Pai comunicada a eles por Jesus: “vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias. [...], descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força” (At 1, 5.8).
Na liturgia de Pentecostes, ao relato dos Atos dos Apóstolos sobre o nascimento da Igreja (cf. At 2, 1-11) corresponde o Salmo 103 que escutamos: um louvor de toda a criação, que exalta o Espírito Criador que tudo fez com sabedoria: “Ó Senhor, quão variadas são as vossas obras! Feitas, todas, com sabedoria, a terra está cheia das coisas que criastes. [...] Ao Senhor, glória eterna; alegre-se o Senhor em suas obras!” (Sl 103, 24.31). O que a Igreja nos quer dizer é isto: o Espírito criador de todas as coisas, e o Espírito Santo que Cristo fez descer do Pai sobre a comunidade dos discípulos, são um só e o mesmo. Criação e redenção se pertencem reciprocamente e constituem, em profundidade, um único mistério de amor e de salvação. O Espírito Santo é antes de tudo Espírito Criador e, portanto, o Pentecostes é também festa da criação. Para nós cristãos, o mundo é fruto de um ato de amor de Deus, que fez todas as coisas e do que Ele se alegra porque é “bom”, “muito bom” como diz o relagto da criação (cf. Gn 1, 1-31). Deus, por isso, não é o totalmente Outro, inominável e obscuro. Deus se revela, tem um rosto, Deus é razão, Deus é vontade, Deus é amor, Deus é beleza. A fé no Espírito Criador e a fé no Espírito que o Cristo Ressuscitado deu aos Apóstolos e dá a cada um de nós, são então inseparavelmente ligadas.
A Segunda Leitura e o Evangelho de hoje nos mostram esta conexão. O Espírito Santo é Aquele que nos faz reconhecer em Cristo o Senhor, e nos faz pronunciar a profissão de fé da Igreja: “Jesus é Senhor” (cf. 1Cor 12, 3b). Senhor é o título atribuído a Deus no Antigo Testamento, título que, na leitura da Bíblica, assumia o lugar do seu impronunciável nome. O Credo da Igreja é nada mais do que o desenvolvimento daquilo que se diz com esta simples afirmação: “Jesus é Senhor”. Desta profissão de fé São Paulo nos diz que se trata exatamente da palavra e da obra do Espírito. Se quisermos estar no Espírito Santo, devemos aderir a este Credo. Fazendo-o nosso, aceitando-o como nossa palavra, temos acesso à obra do Espírito Santo. A expressão “Jesus é Senhor” pode ser lida em dois sentidos. Significa: Jesus é Deus e, ao mesmo tempo, Deus é Jesus. O Espírito Santo ilumina esta reciprocidade: Jesus tem dignidade divina, e Deus tem o rosto humano de Jesus. Deus se mostra em Jesus e, com isso, nos dá a verdade sobre nós mesmos. Deixar-se iluminar profundamente por esta palavra é o evento do Pentecostes. Recitando o Credo, nós entramos no mistério do primeiro Pentecostes: da desordem de Babel, daquelas vozes que se chocam umas às outras, advém uma radical transformação: a multiplicidade se faz multiforme unidade, do poder unificador da Verdade cresce a compreensão. No Credo que nos une de todos os cantos da Terra, que, mediante o Espírito Santo, faz com que nos compreendamos mesmo na diversidade de línguas, através da fé, da esperança e do amor, se forma a nova comunidade da Igreja de Deus.
O trecho do Evangelho nos oferece, em seguida, uma maravilhosa imagem para esclarecer a conexão entre Jesus, o Espírito Santo e o Pai: o Espírito Santo é representado como o sopro de Jesus Cristo ressuscitado (cf. Jo 20, 22). O evangelista João retoma aqui uma imagem do relato da criação, onde se diz que Deus soprou nas narinas do homem um sopro de vida (cf. Gn 2, 7). O sopro de Deus é vida. Agora, o Senhor sopra na nossa alma o novo sopro de vida, o Espírito Santo, a sua mais íntima essência, e deste modo nos acolhe na família de Deus. Com o Batismo e a Crisma, nos é dado este dom de modo específico, e com os sacramentos da Eucaristia e da Penitência isso e repete continuamente: o Senhor sopra na nossa alma um sopro de vida. Todos os Sacramentos, cada um de maneira própria, comunicam ao homem a vida divina, graças ao Espírito Santo que opera neles.
Na liturgia de hoje percebemos também uma outra conexão. O Espírito Santo é Criador, é ao mesmo tempo Espírito de Jesus Cristo, de modo porém que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só e único Deus. E à luz da primeira leitura podemos acrescentar: o Espírito Santo anima a Igreja. Ela não deriva da vontade humana, da reflexão, da habilidade do homem ou da sua capacidade organizativa, pois se fosse assim já teria se extinguido há muito tempo, assim como cada coisa humana passa. A Igreja, pelo contrário, é o Corpo de Cristo, animado pelo Espírito Santo. As imagens do vento e do fogo, usadas por São Lucas para representar a vinda do Espírito Santo (cf. At 2, 2-3) recordam o Sinai, onde Deus se revelou ao povo de Israel e lhe concedeu a sua aliança; “Todo o monte Sinai fumegava – lê-se no Livro do Êxodo –, porque o Senhor tinha descido sobre ele no meio de chamas” (Ex 19, 18). De fato, Israel festejou o quinquagésimo dia depois da Páscoa, depois da comemoração da fuga do Egito, como a festa do Sinai, a festa do Pacto. Quando São Lucas fala de línguas de fogo para representar o Espírito Santo, se remete àquele antigo Pacto, estabelecido sobre os fundamentos da Lei recebida por Israel no Sinai. Assim, o evento do Pentecostes é representado como um novo Sinai, como o dom de um novo Pacto no qual a aliança com Israel é estendida a todos os povos da Terra, em que caem todas as barreiras da velha Lei e fica evidente o seu coração mais santo e imutável, ou seja, o amor, que exatamente o Espírito Santo comunica e difunde, o amor que abraça cada coisa. Ao mesmo tempo, a Lei se dilata, se abre, se tornando até mesmo mais simples: é o Novo Pacto, que o Espírito “escreve” nos corações daqueles que creem em Cristo. A extensão do Pacto a todos os povos da Terra é representada por São Lucas através de uma lista dos povos consideráveis para aquela época (cf. At 2, 9-11). Com isto nos é dita uma coisa muito importante: que a Igreja é católica desde o primeiro momento, que a sua universalidade não é o fruto da inclusão sucessiva de diversas comunidades. Desde o primeiro instante, de fato, o Espírito Santo a criou como a Igreja de todos os povos; ela abraça o mundo inteiro, supera todas as fronteiras de raça, classe, nação; abate todas as barreiras e une os homens na profissão do Deus uno e trino. Desde o início, a Igreja é uma, católica e apostólica: esta é a sua verdadeira natureza e, como tal, deve ser reconhecida. Ela é santa, não graças à capacidade dos seus membros, mas porque Deus mesmo, com o seu Espírito, a cria, a purifica e a santifica sempre.
Finalmente, o Evangelho de hoje nos consigna esta belíssima expressão: “Os discípulos se alegraram ao ver o Senhor” (Jo 20, 20). Estas palavras são profundamente humanas. O Amigo perdido está presente de novo, e quem antes estava chateado se alegra. Mas, ela diz muito mais do que isso. Porque o Amigo perdido não vem de um lugar qualquer, mas da noite da morte; e Ele a atravessou! Ele não é um qualquer, mas é o Amigo e ao mesmo tempo Aquele que é a Verdade que faz os homens viverem; e aquilo que dá não é uma alegria qualquer, mas a alegria mesma, dom do Espírito Santo. Sim, é belo viver porque sou amado, e é a Verdade que me ama. Alegraram-se os discípulos, vendo o Senhor. Hoje, no Pentecostes, esta expressão é destinada também a nós, porque na fé podemos vê-Lo; na fé Ele vem entre nós e também a nós mostra as mãos e o lado, e nós nos alegramos. Por isso, queremos rezar: Senhor, mostra-Te! Dá-nos o dom da Tua presença, e teremos o mais belo dos dons: a Tua alegria. Amém!

* Extraído do site do Vaticano, do dia 12 de junho de 2011. Traduzido por Paulo R. A. Pacheco.

domingo, 12 de junho de 2011

O sopro do Espírito Santo (...) predispõe à unidade entre os povos

Bento XVI

Regina Coeli

Praça São Pedro
Domingo, 6 de junho de 2011.

Caros irmãos e irmãs,
A solenidade de Pentecostes, que celebramos hoje, conclui o tempo litúrgico da Páscoa. Com efeito, o Mistério Pascal – a paixão, morte e ressurreição de Cristo e a sua ascensão ao Céu – encontra a sua realização na poderosa efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos junto com Maria, a Mãe do Senhor, e os outros discípulos. Foi o “batismo” da Igreja, batismo no Espírito Santo (cf. At 1, 5). Como narram os Atos dos Apóstolos, na manhã da festa de Pentecostes, um ruído como de vento investiu o Cenáculo e sobre cada um dos discípulos desceram línguas como de fogo (cf. At 2, 2-3). São Gregório Magno comenta: “Hoje, o Espírito Santo desceu com ruído imprevisto sobre os discípulos e mudou as mentes dos seres carnais dentro do seu amor, e enquanto, por fora, apareceram línguas de fogo, por dentro os corações se tornaram flamejantes, visto que, acolhendo Deus na visão do fogo, suavemente arderam de amor” (Hom. in Evang. XXX, 1: CCL 141, 256). A voz de Deus diviniza a linguagem humana dos Apóstolos, os quais se tornam capazes de proclamar de modo “polifônico” o único Verbo divino. O sopro do Espírito Santo enche o universo, gera a fé, arrasta a verdade, predispõe à unidade entre os povos. “Ao ruído, a multidão se reuniu e ficou perturbada, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua” acerca “das grandes obras de Deus” (At 2, 6.11).
O Beato Antonio Rosmini explica que “no dia de Pentecostes dos cristãos, Deus promulgou... a sua lei de caridade, escrevendo-a por meio do Espírito Santo não sobre tábuas de pedra, mas no coração dos Apóstolos, e por meio dos Apóstolos comunicando-a, em seguida, a toda a Igreja” (Catechismo disposto secondo l’ordine delle idee... n. 737, Torino 1863). O Espírito Santo, “que é Senhor e dá a vida” – como recitamos no Credo –, está junto do Pai por meio do Filho, e completa a revelação da Santíssima Trindade. Provém de Deus como sopro da sua boca e tem o poder de santificar, abolir as divisões, dissolver a confusão devida ao pecado. Ele, incorpóreo e imaterial, confere os bens divinos, sustenta os seres vivos, para que ajam em conformidade com o bem. Como Luz inteligível dá significado à oração, dá vigor à missão evangelizadora, faz os corações de quem escuta a feliz mensagem arderem, inspira a arte cristã e a melodia litúrgica.
Caros amigos, o Espírito Santo, que cria em nós a fé no momento do nosso Batismo, nos permite viver como filhos de Deus, conscientes e concordes, segundo a imagem do Filho Unigênito. Mesmo o poder de remir os pecados é dom do Espírito Santo; de fato, aparecendo aos Apóstolos na noite de Páscoa, Jesus soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, serão perdoados” (Jo 20, 23). À Virgem Maria, templo do Espírito Santo, confiemos a Igreja, para que sempre viva através de Jesus Cristo, da sua Palavra, dos seus mandamentos, e sob a ação perene do Espírito Paráclito, anuncie a todos que “Jesus é o Senhor!” (1Cor 12, 3).

* Extraído do site do Vaticano, do dia 12 de junho de 2011. Traduzido por Paulo R. A. Pacheco.

Comentário ao evangelho do dia

Domingo de Pentecostes

1ª Leitura - At 2,1-11
Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava. Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. Cheios de espanto e de admiração, diziam: "Esses homens que estão falando não são todos galileus? Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? Nós que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia, próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua!"

2ª Leitura - 1Cor 12,3b-7.12-13
Irmãos, ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor a não ser no Espírito Santo. Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

Evangelho - Jo 20,19-23
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: "A paz esteja convosco". Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: "A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio". E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: "Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos". 

Comentário feito por Santo Efraim (c. 306-373)
diácono na Síria, doutor da Igreja

Os apóstolos estavam sentados no Cenáculo, na sala de cima, à espera da vinda do Espírito. Ali estavam, quais pavios dispostos à espera de serem alumiados pelo Espírito Santo para iluminarem a criação inteira com o Seu ensinamento. [...] Ali estavam, quais agricultores que, trazendo a semente na aba de seus casacos, esperam o momento de receber ordem para semear. Ali estavam, quais marinheiros cuja barca, presa ao porto do comando do Filho, espera a chegada do doce vento do Espírito. Ali estavam, quais pastores que acabando de receber, das mãos do Grande Pastor de todo o redil, seus bordões, aguardam que lhes sejam distribuídos os rebanhos. "Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem." Ó Cenáculo, amassadouro onde foi lançado o fermento que fez elevar-se todo o universo! Cenáculo, mãe de todas as Igrejas; Cenáculo que viu o milagre da sarça ardente (Ex 3). Cenáculo que espantou Jerusalém com um prodígio muito maior do que o da fornalha que maravilhou os habitantes de Babilônia (Dn 3). O fogo da fornalha consumia em chamas os que estavam em redor, mas protegia os que estavam no seu centro; o fogo do Cenáculo reúne aqueles que, vindo de fora, desejam vê-lo, enquanto conforta os que o recebem. Ó fogo, fogo cuja vinda é verbo, cujo silêncio é luz, fogo que elevas os corações em ações de graças! [...] Diziam alguns que se opunham ao Santo Espírito: "Esta gente bebeu vinho doce, estão embriagados". Na verdade, o que dizeis é verdadeiro, mas não como credes. Não foi vinho das vinhas o que eles beberam. É um vinho novo que corre do céu. É um vinho recentemente espremido no Gólgota. Os apóstolos deram-no a beber e assim embriagaram a criação inteira. É um vinho que foi espremido com a cruz.

domingo, 23 de maio de 2010

Veni, Sancte Spiritus


Veni, Sancte Spiritus,
et emitte caelitus
lucis tuae radium.

Veni, pater pauperum,
veni, dator munerum
veni, lumen cordium.

Consolator optime,
dulcis hospes animae,
dulce refrigerium.

In labore requies,
in aestu temperies
in fletu solatium.

O lux beatissima,
reple cordis intima
tuorum fidelium.

Sine tuo numine,
nihil est in homine,
nihil est innoxium.

Lava quod est sordidum,
riga quod est aridum,
sana quod est saucium.

Flecte quod est rigidum,
fove quod est frigidum,
rege quod est devium.

Da tuis fidelibus,
in te confidentibus,
sacrum septenarium.

Da virtutis meritum,
da salutis exitum,
da perenne gaudium.

Amen, Alleluia.