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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Poema para Francisco

Estava pronto para desligar o computador, quando me lembrei que meu irmão havia dito que tinha uns presentinhos para o Francisco em seu blog (Dois Lobos). Passei por lá para dar uma olhada e topei com esse presente e tanto, que tomei a liberdade de postar aqui também.


Poema para Francisco



Cuando nace un niño
así tan pequeño y chico
los ángeles se quedan espantados
huyen a las escaleras
de los cielos
alas inquietas
ojos asomando dudas
y alzan al Eterno una pregunta:
Dios, ¿cómo te hiciste así tan pequeño?

Dios responde a Sus ángeles inquietos
Que fue por un amor
más fuerte que todo
Que fue por el hombre y la mujer
el amor más limpio
Que fue para asumir la fragilidad
y a todos revelar el camino
desde el seno de María
hasta la resurrección

Cuando nace un niño
así tan pequeño y chico
Dios nace una vez más
en Su imagen
revela una vez más
que el camino entre Él y nosotros
está abierto y es amplio

En los ojos pequeños de un niño
la Palabra es Amor
el Amor hecho Carne
en los ojos de Jesucristo

Cuando nace un niño
los ángeles celebran el silencio
ante un amor que
no pueden comprender
solo contemplar

Francisco,
Tu carne es de la Carne que un día Dios asumió por nosotros
para cambiar y amar nuestra historia
Que tu historia sea siempre llena de este Amor

¡Sea bienvenido, sobrino!

Con amor,
Luiz Fernando de Andrada Pacheco
Belo Horizonte, 16/04/2011

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Karl Marx na PUC-Minas

Recebi este email de meu irmão, que está cursando Letras na PUC de Minas Gerais (cada vez que penso nalgumas PUCs desse Brasil - pelo menos as que conheço -, não consigo deixar de pensar no trocadilho que o Bruno Tolentino fazia a respeito da sigla: Pontifícia Universidade Comunista), e achei-o tão provocativo que pedi a ele para publicá-lo por aqui. Segue a íntegra!

Belo Horizonte, 26/11/2010

Caríssimos,
Ontem, dia 25/11, ao passar pelo saguão do Prédio 6 da PUC-Minas (Coreu [Campus Coração Eucarístico; ndr]), vislumbrei no mural próximo ao “Atendimento ao Aluno” uma pérola do discurso esquerdista fanático.
Um cartaz raivoso (vermelho como os tais!) encimado pelos dizeres: “Morte ao Imperialismo!”.
A foto era significativa: dois rapazes arremessando pedras num grupo de policiais (uma “manifestação” na Europa, talvez).
O cartaz diz respeito a alguma coisa importante... hum... peraí... como dizer? Ah! Recordei-me! Apesar da violência, do tom fanático, do besteirol, versa sobre a educação - pasmem!
Os maoístas que o assinam (e o são mesmo! basta visitar o site do tal grupo fanático para conhecer as vertentes marxistas que eles seguem e divulgam) se reúnem num grupo chamado “Movimento Estudantil (!) Popular Revolucionário”. O site da galera rubra é: http://mepr.org.br (cuidado! eles são muito raivosos! o seu computador pode explodir!).
Últimos dias de aula na PUC-Minas e esse prêmio a completar as minhas reflexões sobre o lugar de fala da Universidade brasileira: a esquerda! de modo cabal, onipresente e irritante!
Pergunto aos senhores, colegas, amigos, professores e familiares: passeando por aí, na sua Universidade, você já viu algum cartaz convidando os alunos para uma palestra sobre o liberalismo econômico, sobre a educação clássica, o trivium, o quadrivium, a liberdade que o capitalismo trouxe às nações? Quiçá uma palestra de algum representante do grupo “Escola sem Partido”? Algum estudo sobre obra do Olavo de Carvalho? Não, ainda que se apresente como plural, a Academia brasileira é monopólio ideológico de uma única voz!
Sinto vergonha de me deparar com uma imagem desse teor em pleno ano de 2010. Em pleno século XXI o tal discurso marxista ainda prevalece mundo afora. Não bastou à humanidade ver o mal perpetrado pelos socialistas e comunistas em tantos países.
Para quem desejar conhecer melhor essa doutrinação ideológica esquerdista nas escolas e universidades indico o site do grupo supracitado: http://www.escolasempartido.org. No meu entender, é o must da vacina contra a propaganda raivosa e rubra.
P.S.: Desculpem-me, mas, eu não suportei o desgosto e logo abaixo do título do cartaz eu tive que escrever: “Morte ao marxismo!”.
Viva a Revolução!
Abraço do companheiro,
Luiz Fernando

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Não vês?

Tomo a liberdade de publicar uma poesia que meu irmão postou em seu blog - Dois Lobos - no último dia 13 de julho... Faço-o justificado pela dinâmica natural que acontece em quem, vendo algo de belo, o aponta para outra pessoa. Obrigado, Luiz!

Passastes por mim
Minha sede
Intempestiva
Agarrou-se às
Pernas de alguém
Próximo
Que eu não via

Quem é esse homem?
Diz logo, quem é?
É Jesus, o carpinteiro
Filho de Maria
E José
Filho de Israel
Não o vês?

Eu o vejo
Na noite dos
Meus olhos
Opacos
O seu nome
É Inesquecível
Príncipe do Amor

Jesus Cristo!
Jesus!
Homem de Deus!
Tem misericórdia!
Tem compaixão!
Eu sou cego
Não me vês?

Filho de Davi
Tu passastes
Ao largo
E não te
Compadecestes
Da escuridão
Dos meus olhos?

E o meu corpo
Sofrido
E o braço
Latejante
A vida que é
Sombra
Não percebes?

És cego também?
Ou és indiferente?
Tem amor
Por mim, Jesus!
Eu clamo
A tua luz
Não vês?

Cale a tua boca
Cego maldito
É Jesus
O Nazareno
Deixe
O Redentor
Em paz

Levanto
Caio
Tropeço
Saio diante
Dos que me
Desejam calado
Mas chego a ti

Jesus?
Jesus?!
Teu manto
O pé ferido
A sandália
A barba
O cabelo

Vês este que sou?
Quero ver-te!

Filho
Sou eu
Passei por ti
Vi a tua
Cegueira
E me compadeci
Queres ver?

Jesus...

Luiz Fernando de Andrada Pacheco
13/07/2010