segunda-feira, 23 de junho de 2008

Dicta & Contradicta


Esse post é para fazer uma propaganda.
Dia desses, fuçando aqui e ali, topei com uma referência a um certo texto do Bruno Tolentino... dizia ser a última aula que ele deu. Fiquei meio desconcertado: "mas, como não soube disso?!". E resolvi conferir do que se tratava... Que surpresa agradabilíssima eu tive! Era o número um da Revista Dicta & Contradicta!
Comprei imediatamente a revista e a devorei em pouquíssimo tempo.
Ontem, num almoço, conversando com uma grande amiga, falamos sobre a Dicta... estamos convencidos de que esta é a melhor coisa que o mercado editorial brasileiro publicou nos últimos anos... estamos certos de que esta é uma obra que precisa ser divulgada em todos os meios.
São textos densos, profundos, sem serem pesados... são leves, sem serem superficiais ou levianos... têm um juízo sério, adulto, maduro, sobre a cultura e a intelectualidade... é produzida por gente moderna que sabe usar a razão, sem que o fato de ser moderno signifique rompimento com a tradição.
Dá para imaginar que exista algo assim?
Existe. Quem quiser ter um gostinho, pode clicar aqui e acessar o site da Dicta. Mas, quem quiser saborear todo o conteúdo, pode comprar ainda clicando aqui.
Bom proveito!
E ao pessoal da Dicta: muito obrigado, de novo!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Escravo da alegria...


E eu que andava nessa escuridão
De repente foi me acontecer
Me roubou o sono e a solidão
Me mostrou o que eu temia ver
Sem pedir licença nem perdão
Veio louca pra me enlouquecer
Vou dormir querendo despertar
Pra depois de novo conviver
Com essa luz que veio me habitar
Com esse fogo que me faz arder
Me dá medo e vem me encorajar
Fatalmente me fará sofrer
Ando escravo da alegria
E hoje em dia, minha gente, isso não é normal
Se o amor é fantasia
Eu me encontro ultimamente em pleno carnaval
(Toquinho)

L'infinito de Giacomo Leopardi



Sempre caro mi fu quest'ermo colle,
E questa siepe, che da tanta parte
De l'ultimo orizzonte il guardo esclude.
Ma sedendo e mirando, interminati
Spazi di là da quella, e sovrumani
Silenzi, e profondissima quïete
Io nel pensier mi fingo, ove per poco
Il cor non si spaura. E come il vento
Odo stormir tra queste piante, io quello
Infinito silenzio a questa voce
Vo comparando: e mi sovvien l'eterno,
E le morte stagioni, e la presente
E viva, e 'l suon di lei. Così tra questa
Immensità s'annega il pensier mio:
E 'l naufragar m'è dolce in questo mare.


Sempre cara me foi esta colina
Erma, e esta sebe, que de tanta parte
Do último horizonte, o olhar exclui.
Mas sentado a mirar, intermináveis
Espaços além dela, e sobre-humanos
Silêncios, e uma calma profundíssima
Eu crio em pensamentos, onde por pouco
Não treme o coração. E como o vento
Ouço fremir entre essas folhas, eu
O infinito silêncio àquela voz
Vou comparando, e vêm-me a eternidade
E as mortas estações, e esta, presente
E viva, e o seu ruído. Em meio a essa
Imensidão meu pensamento imerge
E é doce o naufragar-me nesse mar.
(Tradução de Vinícius de Moraes)

O homem ou do mistério eterno do nosso ser



"O homem é um mistério que é preciso resolver; e se tu transcorreres toda a vida tentando resolvê-lo, nunca digas que perdeste tempo. Eu estudo este mistério porque quero ser um homem"
Fiodor Dostoievsky

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Liberdade...

"Mil vezes a sina de uma gaiola
desde que o céu pudesse olhar"
(Luiz Gonzaga - Assum Preto)