segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Evangelho do dia (Jo 12, 24-26)


São Lourenço

Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará” (Jo 12, 24-26).

Comentário feito por Santo Ambrósio (c. 340-397)
Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Ao ver que levavam o bispo Sixto para o martírio, São Lourenço pôs-se a chorar. Não era o sofrimento do seu bispo o que lhe arrancava lágrimas, mas o fato de este partir para o martírio sem ele. Por isso pôs-se a interpelá-lo nestes termos: "Onde vais, meu Pai, sem o teu filho. Apressas-te tanto em direção a quê, padre santo, sem este teu diácono? Tu tinhas por hábito nunca oferecer o sacrífício sem ministro! [...] Dá pois prova de que escolheste um bom diácono, a quem confiaste o ministério do sangue do Senhor, com quem partilhas os sacramentos; recusar-te-ias a comungar com ele no sacrifício do sangue?" [...] O Papa Sixto respondeu a Lourenço: "Não te esqueço, meu filho, nem te abandono. Mas te deixo maiores combates. Sou velho e já só aguento uma ligeira luta. Quanto a ti, és jovem e hás de obter um triunfo bem mais glorioso contra o tirano. Logo virás ter comigo. Seca essas lágrimas. Dentro de três dias, seguir-me-ás. [...]". Três dias depois, foi dada ordem de prisão a Lourenço. Ordenaram-lhe que levasse os bens e os tesouros da Igreja. Prometeu obedecer. No dia seguinte, apresentou-se com os pobres. Perguntaram-lhe onde estavam os tesouros que deveria ter trazido. Apontou os pobres, dizendo: "Eis os tesouros da Igreja. Teria Cristo tesouros melhores que esses acerca dos quais disse: 'Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes'" (Mt 25, 40)? Lourenço apresentou aqueles tesouros e saiu vencedor, porque o seu persecutor não teve vontade de lhos tirar. Mas, cheio de raiva, mandou-o queimar vivo.

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